Quarta-feira, Outubro 07, 2009

teste

testando

Terça-feira, Abril 08, 2008

AINDA BRASÍLIA...

Trecho de um email que mandei hoje pro meu amigo Matinho.

(...)
Falando em noitadas, Brasília e afins, fui pra Sampa esse fim de semana e me senti super bem. Andei pra caramba, fui ao cinema, aos restaurantes de que gosto, fiquei passeando pela Paulista, pela Vila Mariana, Paraíso...

Eu, que nunca fui muito fã de metrô, de ônibus ou de andar a pé, me dei conta de quanto essas coisas me fazem falta. Sair pelas ruas sem rumo, percebendo um novo café ou uma nova lojinha que abriu naquela esquina (esquinas!!!), ficar reparando nas pessoas, pensando pra onde vão, quem são, contemplando sua loucura apressada quando se está com calma suficiente pra prestar atenção... Caminhar por aí com a temperatura amena, aquele ventinho gelado do final da tarde e o céu se fechando (ainda mais) pra mais uma garoa - ou tempestade.... Não se sentir só, mesmo estando sozinha, porque há tanto pra ver, tanta gente em volta... Ah! Sem falar no meu "deslumbramento" com a eficiência dos garçons (juro, eu comentava com a Martinha o tempo todo: "Meu Deus! Olha como o suco chegou rápido! E que garçom simpático, tão atencioso, tão gente boa... Explicou o cardápio pra gente... Nossa! O queijo ralado já chegou!!").

Todas essas pequenas coisas me fazem muita falta, mas acho que só aprendi a valorizá-las agora que estou em Brasília. Mesmo quando estava em Araras, um pequeno fim de mundo cortado pela Rodovia Anhanguera, ainda tinha um pouco dessas pequenas coisas: aquele mundo de gente andando pelo centro, a fila pra famosa pipoca com queijo vendida na praça depois da missa, as velhinhas e velhinhos sentados nas calçadas no final da tarde... Enfim, uma cidadezinha que, mesmo não sendo lá muito agradável, tinha um pulsar de vida que a gente conseguia ver, pra onde quer que olhasse (e desde que fosse durante o dia, pois à noite a cidade ficava deserta mesmo).

Bom, não quero mais ficar falando mal de Brasília. Até porque, talvez o problema seja mais comigo do que com a cidade, afinal, a maioria dos nossos amigos de Sampa que hoje vivem aqui já não reclamam mais e até preferem essa "Capitar" à capital de SP... E eu sou veementemente criticada por reclamar e ainda querer voltar pra Sampa. Na verdade, acho que você mesmo já me disse uns tempos atrás que já perdera sua identificação com São Paulo.

Então acho que deve ser só uma questão de dar tempo ao tempo e ir construindo minha vidinha por aqui. Em algum momento (que pode ser amanhã ou na próxima década), eu vou reparar e perceber que já me adaptei e que a vontade de voltar pra SP passou, ou pelo menos, diminuiu bastante. Talvez eu precise construir uma "memória coletiva" por aqui...
(...)

Terça-feira, Março 25, 2008

MUDANÇAS - PARTE II

Mais uma vez este blog está completamente abandonado.

A vida em Brasília não está tão corrida assim, pelo contrário, poderia ser um pouco mais agitadinha. Sou eu mesma que não estou a fim de escrever nada, ou melhor, nada específico. Aí fica esse vácuo.

Semana passada, ouvi de três pessoas totalmente diferentes que não faz o menor sentido eu ficar aqui nessa cidade, que eu deveria tentar, o quanto antes, voltar pra São Paulo, um lugar que é bem mais a minha cara.

E fiquei pensando nisso hoje. Eu passei por vários momentos de instrospecção e isolamento em São Paulo, como este que passo agora aqui e que me tira até a vontade da exposição via blog (exceto hoje). Mas até a introspecção lá era diferente... Acho que porque havia possibilidades reais e imediatas de sair dela, então não parecia tão desconfortável ficar um final de semana inteiro em casa, sem vontade de fazer nenhuma programação em especial, mas apenas ficar no sofá, na internet, vendo uma verdadeira maratona de filmes, etc, etc.

Esse tipo de programa em Brasília, pelo menos pra mim, por enquanto, tem sido mais uma falta de opção. Não que eu não tivesse com quem sair ou onde ir, se assim quisesse. Mas é que quase nenhuma dessas pessoas ou lugares me parece suficientemente interessante.

Em compensação, na semana passada em São Paulo, só não saí mais por esgotamento físico mesmo (a coluna chegava ao fim do dia latejando, mas eu era uma felicidade só).

Até semana passada, eu achava que estava com algum grave problema, por não sentir ânimo suficiente pra ser mais sociável por aqui. Mas, depois da experiência de ter mais coisas pra fazer e mais vontades pra realizar em Sampa do que meu corpito dava conta, percebi que o problema não sou eu diretamente, mas talvez o fato de não me encaixar (mesmo!) no ritmo e estilo daqui.

Muita gente gosta tanto daqui que, depois de algum tempo em Brasília, perde totalmente o tesão por São Paulo. Espero que um dia chegue minha vez...

Sexta-feira, Fevereiro 01, 2008

CONSOLO NA PRAIA

Vamos, não chores.
A infância está perdida.
A mocidade está perdida.
Mas a vida não se perdeu.

O primeiro amor passou.
O segundo amor passou.
O terceiro amor passou.
Mas o coração continua.

Perdeste o melhor amigo.
Não tentaste qualquer viagem.
Não possuis carro, navio, terra.
Mas tens um cão.

Algumas palavras duras,
em voz mansa, te golpearam.
Nunca, nunca cicatrizam.
Mas, e o humour?

A injustiça não se resolve.
À sombra do mundo errado
murmuraste um protesto tímido.
Mas virão outros.

Tudo somado, devias
precipitar-te, de vez, nas águas.
Estás nu na areia, no vento...
Dorme, meu filho.

Carlos Drummond de Andrade

Quarta-feira, Janeiro 30, 2008

SOLIDÃO

Hoje fiquei pensando muito sobre solidão e não pude deixar de lembrar da "solidão transferida".

Sabe quando você fica obcecado por alguém, às vezes mesmo alguém que acabou de conhecer, e começa a achar que está completamente apaixonada por aquele estranho? Muitas vezes é porque o sexo é muito bom, mas pode bastar que seja razoável, desde que aquele cara lhe proporcione mínimos momentos de atenção e carinho...

Parece estranho, especialmente se você nunca passou por uma situação parecida. Mas eu acredito que apenas raríssimos espécimes realmente nunca vivenciaram algo ao menos semelhante.

Em nome de preencher aquele vazio, aquela nossa solidão - tão somente nossa -, somos capazes de jogar em cima do outro uma carga que não é dele e que, definitivamente, ele não aguentará suportar.

E aí eu fico aqui lembrando de cada uma das vezes em que fiz isso, pensando nas várias vezes em que joguei esse buraco em cima de alguém - algumas vezes em cima de pessoas das quais eu realmente gostava -, achando que ele/ela poderia preenchê-lo.

Mas é preciso dizer a verdade, por mais clichê ou "auto-ajuda" que ela pareça: ninguém - nem o mundo todo -, é capaz de acabar com esse vazio. Pode ser que, momentaneamente, distraídos, a gente acredite que a solidão se foi. Mas basta o silêncio da noite na casa vazia pra que ela se mostre mais presente do que nunca.

Dado o exemplo de onde todo esse raciocínio saiu, e colocado o clichê da "verdade", ainda assim tico-e-teco não chegam a uma resposta... Será possível não se sentir sozinho? Ou a solidão é um "mal" necessário, algo que devemos aprender a curtir, como naquela música do Vinicius sobre a tristeza, mas que provavelmente aplica-se de forma perfeita à solidão também:

Bom dia, tristeza
Que tarde, tristeza
Você veio hoje me ver
Já estava ficando
Até meio triste
De estar tanto tempo
Longe de você
Se chegue, tristeza
Se sente comigo
Aqui, nesta mesa de bar
Beba do meu copo
Me dê o seu ombro
Que é para eu chorar
Chorar de tristeza
Tristeza de amar


É provável que a analogia não tenha ficado tão clara pra quem estiver lendo. Mas, na minha cabeça, faz todo o sentido - guardadas as devidas proporções e feita a ressalva de que o "melodrama" não precisa acontecer na prática, embora fique tão bonito na música.

É como se fosse preciso "sentar-se com a solidão", mesmo que seja pra "chorar" pela mesma.

Fazendo a "metalinguagem", só pra não perder o costume, resolvi escrever esse post como se fosse um "convence-te a ti mesmo", já que estou me sentindo extremamente só nesta cidade de dois milhões de habitantes, como n'A Bruxa do Drummond:

Nesta cidade do Rio,
de dois milhões de habitantes,
estou sozinho no quarto,
estou sozinho na América.

Estarei mesmo sozinho?
Ainda há pouco um ruído
anunciou vida ao meu lado.
Certo não é vida humana,
mas é vida. E sinto a bruxa
presa na zona de luz.

De dois milhões de habitantes!
E nem precisava tanto...
Precisava de um amigo,
desses calados, distantes,
que lêem verso de Horácio
mas secretamente influem
na vida, no amor, na carne.
Estou só, não tenho amigo,
e a essa hora tardia
como procurar amigo?

E nem precisava tanto.
Precisava de mulher
que entrasse neste minuto,
recebesse este carinho,
salvasse do aniquilamento
um minuto e um carinho loucos
que tenho para oferecer.

Em dois milhões de habitantes,
quantas mulheres prováveis
interrogam-se no espelho
medindo o tempo perdido
até que venha a manhã
trazer leite, jornal e calma.
Porém a essa hora vazia
como descobrir mulher?

Esta cidade do Rio!
Tenho tanta palavra meiga,
conheço vozes de bichos,
sei os beijos mais violentos,
viajei, briguei, aprendi.
Estou cercado de olhos,
de mãos, afetos, procuras.
Mas se tento comunicar-me
o que há é apenas a noite
e uma espantosa solidão.

Companheiros, escutai-me!
Essa presença agitada
querendo romper a noite
não é simplesmente a bruxa.
É antes a confidência
exalando-se de um homem.


Nota final: Como estou viciada em Sex and the City - de novo - algumas das frases devem ter soado like this: I can´t help wondering... Is it possible that...? Is this (...) or we just (...)?

Não deu pra resistir...



Mande pra Tonga da Mironga do Kabuletê!

Segunda-feira, Janeiro 07, 2008

DIAS DAQUELES

Alguém já parou pra pensar que as mulheres em geral passam metade do tempo sangrando ou de TPM?

É sério! A grande maioria, com exceção de raras espécimes privilegidas pela Mãe Natureza, só tem 2 semanas úteis no mês.

Aqueles dias são 50% do mês, do ano, da vida entre os 11 e os 40 e tantos! É 25% do tempo irritada, inchada e sensível. E mais 25% do tempo sangrando, com dores e ainda sensível...


Mande pra Tonga da Mironga do Kabuletê!

Segunda-feira, Dezembro 10, 2007

O SEGREDO

Eu não quis escrever sobre isso, mas... Meu Deus! Virou uma febre maior do que eu poderia imaginar! Não consigo mais resmungar, ficar de mau-humor ou reclamar da vida sem ter que ouvir aquela frasesinha absurdamente irritante: "Você já leu O Segredo?"

Não! Eu não li O Segredo, não vou ler, nem ver o filme e, porra, não quero ter pensamentos positivos agora! Será que não dá pra me deixar reclamar um pouquinho só?

Embora não tenha lido o livro, eu já li muito sobre pensamento positivo, PNL, filosofias orientais e coisas afins - e gostei de várias coisas que li. Além disso, li dezenas de artigos defendendo ou criticando esse "best-seller" e cansei (mesmo) de ouvir tudo sobre ele, de quase todo mundo. Então posso falar com algum conhecimento de causa sobre essa merda de livro.

Ah! E antes que digam que sou contraditória, admito: já li alguns livros de auto-ajuda, sim, e eles já me serviram. Até porque não sou perfeita (muuuito longe disso) e já precisei de conselhos desse tipo várias vezes na vida.

Quer um exemplo? Sabe quando você levou aquele pé-na-bunda do seu "príncipe encantado" e nenhuma amiga sua aguenta mais te dar um ombro pra chorar (porque você já está descabelada, já roeu todas as unhas, sai de casa de moletom furado e havaianas gastas e sujas, não lava mais o cabelo, eventualmente toma banho, só faz chorar há semanas e não consegue mais falar de outra coisa a não ser sobre a sua imensa dor - ou algo parecido com isso)? Então, nesse momento, ler um daqueles livrinhos que nos dão conselhos que nós já ouvimos antes - mas não tanto e de tantas formas diferentes em centenas de páginas, a ponto de experimentarmos uma verdadeira lavagem cerebral -, efetivamente pode te ajudar. No mínimo, você poupa suas amigas enquanto devora aqueles "magníficos" conselhos e, na melhor das hipóteses, lembra que príncipes encantados não existem e arranja umas forcinhas pra sair da pior fase da fossa e voltar a tomar banho.

Bom, voltando dessa digressãozinha, quem já leu meu post "Quem sou eu" sabe que eu realmente me esforço pra ser alguém mais positiva. Mas, convenhamos, O Segredo e sua horda de seguidores ninguém merece!

Ser mais positiva é uma cosia, mas hoje você não pode mais ousar proferir a frase "Eu não consigo" que imediatamente tem alguém por perto pra lhe dizer como você não está guiando sua vida de acordo com O Segredo! Falar que está sempre sem dinheiro? PROIBIDO - a não ser que esteja disposta a ouvir o sermão. Dizer que algo é muito difícil? IMPENSÁVEL!

Desde o estouro de vendas dessa porcaria, você perdeu o direito de reclamar, se lamuriar, dizer que está gorda, que nunca vai conseguir aquela promoção (coisa que você sabe com certeza, porque a promovida será a protegida do seu chefe), que algo não vai dar certo, que vai se atrasar, que seu carro é uma merda, seu vizinho um chato, sua vida tá uma droga ou que as ruas vão ficar alagadas com o temporal que está caindo há horas e você não vai conseguir chegar em casa tão cedo.

Depois de O Segredo, só lhe restaram três opções: ou você se controla pra não pôr pra fora seu pessimismo (mesmo que não seja pessimismo, mas a mais pura realidade dos fatos), ou você bota suas lamúrias pra fora e aguenta a legião de mais novos convertidos dizendo mais uma vez todas aquelas baboseiras, ou você só fica perto de pessoas que, como você, também adoram ser pessimistas, ranzinzas e mal-humoradas de vez em quando.

Gente, até esse livro eu não tinha idéia de como é fácil fazer lavagem cerebral em metade da humanidade (ou pelo menos na metade que tem acesso ao Segredo)!

Se você gosta do livro, ou melhor, A-M-A de paixão (como todo bom convertido), tente ao menos maneirar um pouquinho. Quer aplicar o pensamento positivo o tempo inteiro, legal! Você pode se dar bem, sentir-se melhor consigo mesma, encarar a vida de um jeito mais alegre e até ser realmente mais feliz assim. Há estudos científicos que comprovam que pessoas positivas têm menos problemas de saúde (no mínimo porque sentem menos todos os danosos efeitos do stress crônico, ou porque se cuidam mais, etc e tal). Mas, POR FAVOR, pare de se comportar feito um pregador e não fique mais tentando converter todo mundo. Não adianta! Ou a pessoa (como eu) já sabe e acredita que ter uma atitude mais positiva na vida faz bem, não é perfeita, tem diversos momentos de pessimismo (e provavelmente sempre vai ter), mas está bem sem O Segredo; ou a pessoa não acredita em nada disso e só vai ficar mais irritada com seu discurso. Na verdade, nas duas situações a pregação só causa mais irritação.

É por essas e outras que adotei com alguns dos meus amigos - pessoas que adoro, mas que estão nessa onda - uma quarta opção: eu respondo que li, sim, que vi o filme, e que elas estão 100% certas, obrigada! E ponto! Posso estar alimentando indiretamente a febre, mas preservo minhas amizades e ainda me salvo de ter que ouvir por horas todo o discurso novamente. Além disso, utilizo uma boa dose de algo mais importante que qualquer Segredo: paciência.

Mas, como toda paciência tem limites, registro aqui meu desabafo, torcendo pra que esses amigos nunca o leiam ou, se lerem, que entendam que não é nada pessoal, tá?!

E agora deixa eu publicar essa merda de post, que nunca fica a contento mesmo. E amanhã eu vou acordar muito cedo, exausta e com olheiras imensas porque resolvi escrever isso aqui até mais de uma da manhã. Que bosta de vida!

Nota: pra quem se interessar, uma das matérias de que gostei sobre o livro foi essa aqui, da Super Interessante. E uma boa curta resenha que achei pelo google foi essa.


Mande pra Tonga da Mironga do Kabuletê!

Domingo, Dezembro 09, 2007

CRIANÇAS...

Em agosto escrevi esse post e hoje resolvi terminá-lo e retirá-lo definitivamente dos rascunhos.

Ficou a contento? Não! Mas eu dificilmente me contento com o que escrevo, anyway...

Nota: Fui procurar esse texto específico porque fiquei intrigada com um comentário de uma "admiradora secreta" aqui no blog. Ela menciona a série "Crianças do Milênio", da GNT, o que me fez lembrar desse post anteriormente rascunhado.
Mas o que me intrigou foi o fato de eu não ter mencionado expressamente nenhuma vez aqui no blog essa série... Ou será que mencionei e esqueci?!
De qualquer forma, Anônima, se você quiser, identifique-se ou "mande" um meio de contato. Gostaria de trocar mais idéias com uma das poucas pessoas que lê - e gosta de - meus pequenos devaneios!

Agora lá vai o post:


Hoje terminei de ler um livro fantástico: "Como as Crianças Aprendem", de John Holt. A primeira edição foi escrita em 1967. Em 1983, dois anos antes de falecer, ele lançou uma nova edição, com comentários novos e, inclusive, revendo algumas de suas conclusões ou considerações sobre determinadoa assuntos.

Embora escrito há quase meio século, as idéias são super atuais e me proporcionaram uma nova forma de ver o mundo das crianças, ou melhor, me deram mais um instrumento de análise, de crítica (no sentido amplo) sobre a forma como educamos as crianças e sobre como elas vêem o mundo.

Comecei a lembrar de onde vieram meus primeiros questionamentos - e o consequente profundo interesse - sobre o funcionamento da cabeça de um bebê ou de uma criança pequena.

Já no 1º colegial, fiquei absolutamente fascinada com o capítulo de um livro de biologia cujo título era algo parecido com "Como as células se especializam". O livro não respondia à questão, até porque não há uma boa resposta até hoje, mas foi suficiente para aguçar minha curiosidade.

No 2º colegial, ganhei um exemplar do livro "O Mundo de Sofia". Já nas primeiras páginas, vem a estorinha sobre a criança que se surpreenderia com o pai voando pela cozinha tanto quanto ficaria surpresa ao vê-lo com a cara toda suja de graxa, após consertar o carro. Bingo! Mais uma leitura instigante!

Ao escolher pra que área/carreira prestaria vestibular, tinha duas opções: direito (que parecia uma opção lógica, mas sobre a qual não cabe discorrer hoje) e medicina. Numa conversa com a orientadora vocacional - que acabou pondo abaixo essa segunda opção falando pra uma menininha mimada de 17 anos que ela teria que mexer com sangue na medicina - expliquei que queria me especializar em neurologia, mais especificamente na área de pesquisas neurológicas (ou algo assim), pois queria entender mais e, quem sabe, descobrir novas coisas, sobre o funcionamento da mente humana.

A vida me levou por outros rumos, mas nunca perdi a paixão por aprender mais e mais - mesmo que precariamente por enquanto - sobre essa fascinante e ainda pouco conhecida "mente humana".

Mas, deixando toda essa digressão da vida pessoal pra lá, vamos falar sobre o livro.

Nele, John Holt defende que a apredizagem deve ser um processo prazeroso e instigante, que as crianças são capazes de, explorando o mundo livremente, aprender por si mesmas. Ele dá inúmeros exemplos nas mais diversas áreas (fala, leitura, esportes, artes, etc) para mostrar como a educação como a conhecemos hoje, em que um professor dita regras e vomita conteúdos pré-estabelcidos para crianças, acaba por tolher a mente desses pequeninos, reprimindo suas fantasias, e tornado-os menos capazes de aprender. O que acaba fazendo com que procurem sempre dar "a" resposta decorada que os adultos consideram certa, perdendo a capacidade de pensar por si próprios e, mais importante, de aprender com os próprios erros.

É incrível como, quando parei pra pensar sobre isso, percebi como o mundo infantil é realmente cheio de "nãos", de "é assim que faz" ou "isso não serve pra isso", "a brincadeira é assim", etc, etc.

As crianças pequenas estão o tempo todo ouvindo ordens, seja para "aprender" que algo é proibido, seja para "aprender" como se portar, como jogar uma bola, como brincar com determinado brinquedo, e por aí vai. Na escola, então, as ordens costumam ser em número maior ainda, existindo inclusive a ordem das matérias (a hora de desenhar, o jeito "certo" de desenhar, a hora de "aprender" que o "A" é um "A", etc, etc.

O que John Holt defende é uma educação em que as crianças aprendam conforme sua curiosidade natural, de acordo com a vontade que têm de imitar o as adultos, de ser capaz de fazer tudo o que eles fazem. Ele defende, inclusive, que a criança aprenda a ler quando sentir vontade (e, para ele, ela vai sentir).

Durante a leitura do livro, parei algumas vezes para fumar na sacada e fiquei observando as mães com suas crianças lá embaixo no playground.

Tinha um bebezinho que se arrastava (como se estivesse engatinhando, mas com o corpo inteiro colado ao chão) pra lá e pra cá no gramado artificial. A mãe ficava de olho e, quando ele ameaçava sair do quadrado gramado, ela o levantava e o colocava de volta no chão na direção contrária. O menino, muito esperto, virava o corpo e tentava mais uma vez sair. E assim se repetia a cena diversas vezes. Depois, ele interessou-se pelo carrinho de bebês parado ali (com um bebê dentro). Queria mexer nas rodas e fazer o carrinho mudar de lugar. A mãe, mais uma vez, o pegava e colocava em outro canto, outra direção, mas ele voltava.

Isso me fez pensar sobre algumas coisas que já sabia e outras que aprendi nessa leitura:

O bebê quer entender o mundo, explorá-lo, e para isso rasteja pelo chão feito uma minhoca, incansável e insistente, para tentar colocar as mãozinhas - e provavelmente a boca - naquele objeto que lhe chamou a atenção e sobre o qual ele prentende descobrir mais coisas.

A mãe zelosa, por sua vez, imagina que ele pode prender os dedinhos nas rodas, que lamber a roda é muito anti-higiênico, que ele pode se machucar se sair do gramado, dentre outras coisas, e, portanto, o impede de continuar sua saga exploradora.

Mas o que me faz refletir mesmo é quantos impedimentos colocamos para bebês e crianças e que são apenas uma excesso de zelo, que acaba atrapalhando esses pequenos seres.

Vi uma amiga brigando várias vezes com a filhinha de 3 anos porque ela suja as roupas e o sapato novo. Eu morri de dó! Nesse aspecto, a propaganda do Omo é fantástica: "se sujar faz bem!". Poxa, será que ela não poderia ficar feliz por ver a filha brincando e explorando o máximo de possibilidades do mundo ao invés de ficar mais feliz por vê-la parecendo uma boneca (imóvel) limpinha? Isso, pra mim, é um tipo de excesso de zelo prejudicial.

É óbvio que ainda não posso dizer como vai ser com meu(s) filho(s) - é aquele velho papo que a gente ouve desde sempre: "quando você tiver os seus filhos, você vai me dar razão!". É, pode ser que eu também tire as mãozinhas dele(s) das rodas do carrinho, que brigue porque a roupa ficou suja e que fale mais "não" do que "sim". Mas isso a gente não tem como saber agora.

Por enquanto, fico por aqui, só com as minhas elocubrações e teorias...


Mande pra Tonga da Mironga do Kabuletê!

Domingo, Dezembro 02, 2007

MUDANÇAS - PARTE I

Que blog mais abandonado!

Faz quase 3 meses que não escrevo nada por aqui, embora tanto tivesse pra dizer...

Mas a correria foi grande (com duas mudanças em menos de 1 mês) e o blog ficou em último plano.

Estou morando agora na "maravilhosa" capital do nosso país.
Todos por aqui me dizem que, em mais ou menos um ano, estarei tão acostumada com essa cidade que nunca mais vou querer morar em São Paulo. Eu duvido um pouco, mas vou esperar pra ver e me esforçar pra dar uma chance à cidade.

Porque a única coisa de Sâo Paulo de que não sinto absolutamente nenhuma falta é do medo de sofrer algum tipo de violência, especialmente quando presa nos congestionamentos nossos de cada dia.

No que diz respeito a todo o resto, não há lugar como Sampa. À propósito, Sampa é a música que mais ponho pra tocar nos últimos dias. Virou meu hit pessoal, pros momentos diários de saudade dessa terrinha...

Sinto saudades da correria (eu adoro aquela multidão apressada pela Paulista na hora do almoço), dos restaurantes maravilhosos, da comida japonesa, das bancas de jornal enormes a cada esquina, das padocas incomparáveis e de poder tomar café da manhã nelas todos os dias, das ruas que tem nomes (!) e da sensação deliciosa de aprender um caminho novo que desvia do tráfego intenso, do Ibirapuera e do Villa Lobos, de atravessar a cidade vazia nos feriados, de ter quase tudo de que preciso num raio de 3 quadras, dos calçadões do centro, dos cinemas, das videolocadoras, da infinidade de serviços 24 horas e da eficiência dos serviços em geral, de pagar bem mais barato por quase tudo o que consumo, da alegria de um domingo ensolarado, da Vila Madalena, da vida noturna super agitada, dos amigos - claro -, dentre tantas outras coisas...

Como o tempo é curto e o sono é grande, a primeira impressão de Brasília vai ficar pro próximo post... E quem sabe até lá eu não descubro tantas coisas boas pra dizer sobre ela como tenho pra dizer de São Paulo...


Mande pra Tonga da Mironga do Kabuletê!

Sábado, Setembro 08, 2007

QUEM SOU EU...

Tentei esses dias escrever um “quem sou eu” no orkut, mas ainda não está bom.

Por isso, por enquanto posto um rascunhão (muito maior do que o pretendido) aqui n’A Tonga (que quase ninguém vê), até conseguir uma descrição melhor (acho que devo colocar perfeccionista nessa descrição, né?).
____

Estou em constante mudança, sempre buscando – mas nem sempre conseguindo – ser uma pessoa melhor, viver de acordo com alguns ideais de filosofias orientais que admiro muito, como a compaixão, a humildade, a solidariedade, o desapego, o desenvolvimento de uma paz interior, etc, etc.

Na verdade, isso demonstra alguns defeitos que tenho, e que venho tentando diminuir. Ora, não é disso que é feita a vida também? Aprimorar qualidades e diminuir (não acho uma palavra melhor) os defeitos? Por outro lado, um dos “defeitos” que precisam ser trabalhados refere-se justamente às opiniões enraizadas sobre certo e errado e, ironicamente, sobre o que são defeitos e qualidades.

No fundo, tudo o que busco é ser uma pessoa melhor, mais feliz, que faça coisas boas pelos outros e por si mesma, que tenha mais momentos de paz interior, que seja capaz de levar alegria por onde passar, de não sofrer tanto com seus erros ou problemas, de levar a vida com mais leveza...

E provavelmente uma outra característica que precisa ser trabalhada seja também a autocrítica. Afinal, por que escrevo um “quem sou eu” falando só sobre aquilo que precisa ser mudado?

Já que é tão difícil fugir dessa “Cris inquisidora”, acho que devo falar um pouco sobre as coisas de que gosto:

Eu adoro tempo frio, neve, aquele aconchego de um edredon, uma taça de vinho e boas companhias. Prefiro mil vezes um passeio na montanha do que na praia...
Eu amo filmes, de quase todos os tipos (exceto os de terror) e sou capaz de assistir um filme de que tenha gostado dezenas de vezes. Ah! E aqueles filmes que fazem chorar, que delícia...
Sou louca por música. E ainda quero aprender a tocar algum instrumento, preferencialmente um piano ou um violão. Posso passar horas vendo um violão ser bem tocado...
O teatro me fascina, mas gosto muito mais de atuar do que de assistir. Não sou atriz, mas tenho certeza de que seria muito feliz como uma...
Cães! Adoro cachorros, mas não sou uma cachorreira, apaixonada por animais ou cães em geral. Gosto demais de algumas raças, especialmente dos beagles, aquelas coisinhas fofas e cheias de personalidade. Ainda terei um quintal com vários deles...
Sou louca por crianças, especialmente as mais novinhas. Gosto de interagir com elas, brincar de coisas bobas, entender (ou tentar entender) como pensam, se desenvolvem, aprendem. Gosto de ver uma criança progredindo, de admirar sua capacidade (na maioria das vezes perdida com o crescimento) de ir tentando e insistindo em algo até conseguir o que quer (como quando aprendem a andar, a falar, a escrever) – elas têm uma força de vontade incrível e uma energia tão inesgotável. Deveriam ser um exemplo aos adultos, e não o contrário...
Eu amo quando posso não me preocupar com nada, passar um dia (ou vários) totalmente sem compromissos, horários, tarefas...
Adoro um jogo, de baralho ou tabuleiro, e posso passar madrugadas entretida nisso com bons amigos...
Gosto muito de dançar e sonho em aprender a dançar tango um dia. Mas também é uma delícia mexer o corpo como tenho vontade ao som de uma música qualquer, em casa, longe de quaisquer olhares críticos. Cantar bem alto – e desafinado - no carro, então, é uma felicidade só...
Adoro ler, inclusive aqueles livros “clichês” de suspense, estilo Sidney Sheldon. Mas bom mesmo são alguns clássicos ou um livro de história ou de psicologia bem escrito e de leitura fluida. E não me venham com clássicos pesados, travados, de linguagem extremamente rebuscada – podem ser clássicos, mas perco a paciência no meio do livro e não retomo nunca mais. Leitura tem que ser um prazer, não uma obrigação (mesmo que só uma “obrigação social”)...
Adoro andar descalça ou só de meias, mas não gosto de sujar os pés (?). Ah! Detesto pés ou sapatos molhados (vai me entender...)...
Simplesmente amo uma comida bem feita, um doce saboroso, um prato bem apresentado e apetitoso. A gula não deveria ser um pecado capital!...
Adoro jogar conversa fora, ficar batendo papos infinitos com bons amigos, falando de novela a guerras, da revista boba a grandes questões filosóficas...
É, gosto muito das grandes questões filosóficas, embora muitos clássicos da filosofia se enquadrem na minha categoria de livros “chatos e pesados”, razão pela qual nunca li grande coisa... A filosofia oriental, por outro lado, me fascina e é agradabilíssima de ler. Acho que porque trata de maneira mais palpável e até prática de algumas grandes questões...
_____

Esse “quem sou eu” ainda está incompleto, embora muito maior do que deveria. Viram porque não posso publicá-lo ainda no orkut?

Será que consigo um dia??

PS: Acho que eu também deveria colocar como carcterísticas "detalhista e prolixa"!

Quinta-feira, Agosto 16, 2007

RASCUNHOS

Acabei de escrever o terceiro post dessa semana e salvá-lo nos rascunhos.

Ando com tantas idéias que não consigo condensá-las no papel (ou na tela) e acaba ficando insatisfeita com tudo que escrevo.

Na verdade, todos os posts estão sem final, incompletos, embora enooormes.

Tomara que eu consiga terminar algum...


Mande pra Tonga da Mironga do Kabuletê!

Domingo, Agosto 05, 2007

É ENGRAÇADO...

Curisoso notar como certas pessoas, dentre as quais me incluo, têm determinada maneira tão peculiar de escrever.

Fazendo uma auto-análise, acho que eu tenho uma maneira bem única, e não necessariamente boa ou melhor do que qualquer outra, de escrever, de me expressar, especialmente quando escrevo posts aqui (ou escrevia nos blogs anteriores).

Falando de blogs anteriores, também notei, nessa minha introspecção à "Cris escritora", que mudei minha maneira de escrever. Na verdade, acho que fui amadurecendo e, com isso, meus textos mudaram e o que é importante hoje, pra mim, no escrever, é diferente do que era 4 anos atrás, quando A Tonga da Mironga começou.

Numa análise rápida, percebo que antes me preocupava muito com o conteúdo (hoje ainda me preocupo, mas muito menos) e também muito mais com a forma - desejava que meus textos tivessem um viés poético, um quê de sujeitos ocultos e idéias subentendidas, enfim, que fossem "aclamados" pelos leitores.

Hoje tudo isso importa muito menos, e a única regra é que a linguagem seja fluida, mas também levemente culta (uso essa palavra na falta de outra melhor no momento, mas quero dizer com isso que não gosto muito de escrever coloquialmente, que busco, por exemplo, usar sinônimos para deixar os textos mais "apresentáveis", e que tento, na medida do que consigo, usar uns adjetivos "legais").

Reparem que a quantidade de palavras com aspas no texto de hoje indica precisamente essa necessidade de adjetivos legais, não encontrados pelo meu célebro no momento, infelizmente...

Bom, voltando à forma peculiar que eu tenho para me expressar, notei as seguintes características (que, de modo algum, são as únicas, mas são as únicas sobre as quais refleti um pouquinho):

Primeiro, as digressões! Meu Deus, como faço digressões, como me explico e explico e explico; e fujo do tema, e tenho mil idéias que precisam ser ditas, mesmo que não tenham muito a ver com o assunto, mas que, a mim, parecem imprescindíveis.

Uma segunda característica não tão marcante ultimamente, mas sempre muito presente nos emails, pelo menos, são as reticências. Não me recordo agora se já escrevi sobre isso, mas já pensei muito a respeito e realmente uso muito os três pontinhos... Acho que é porque sempre tenho algo a mais pra dizer, mas me faltam palavras, ou me falta inspiração, ou simplesmente prefiro deixar a idéia em aberto mais um pouco, como agora...

Uma terceira característica (e última sobre a qual vou falar aqui) é a seguinte: eu sou cheia de querer usar a frase "É engraçado como..." ou "É engraçado o fato de...". Mais correto seria dizer "É curioso..." ou "Chama minha atenção...". Mas sempre vem à mente o tal do "É engraçado...". Só pra exemplificar, na primeira linha deste post eu escrevi Curisoso notar como certas pessoas... - nesse caso, forcei-me a usar o "Curioso notar..." no lugar do "Engraçado notar...". Foi um auto-policiamento mesmo.

E explico o porquê: muitas vezes, na linguagem coloquial, falamos coisas como "Poxa! Engraçado como tal pessoa que parecia tão bem tentou suicídio...". Caramba! Não é engraçado porra nenhuma! É algo diferente, curioso, que te faz pensar, refletir, ou sei lá o que. Mas engraçado não é. Desculpem se não me veio frase exemplificativa melhor à cabeça, mas acho que deu pra captar a idéia, né?

Usamos muito esse tal de "Engraçado que..." em situações que nada têm de engraçadas. E eu estou tentando não usá-lo mais, a não ser que seja algo de fazer rir mesmo. No entanto, seus sinônimos são uma praga na minha escrita, pois sempre recorro a eles. Caramba, nem a primeira linha desse meu post escapou...

Agora preciso finalizar o texto e nada de "algo legal" aparecer na cabeça.

Então ficamos por aqui mesmo, por falta de algo melhor a dizer, tentando não fazer nenhuma digressão, mas sem conseguir escapar das minhas inseparáveis reticências...

Nota: Que droga de post! Mas vou publicar anyway...


Mande pra Tonga da Mironga do Kabuletê!

Quinta-feira, Julho 12, 2007

AINDA O POP...

Depois que desliguei o computador na madrugada do último post, fiquei me perguntando por que gostei tanto do filme Letra e Música e por que A-M-E-I aquele clipe ridículo.

No banho, pensei no que aconteceria se mostrasse o clipe, ou simplesmente pusesse aquela música, pra uma menina de 13 anos ouvir hoje.

Poderia fazer isso também com Step by Step, super clássico dos 80's.

O clipe do Letra e Música, obviamente, fez muito sucesso. Basta dar uma de louca como eu e ficar vendo quantas paródias você encontra dele no Youtube.

Mas, voltando à mina de 13 aninhos... Tenho pra mim que ela acharia tudo uma bela merda. Ela é da geração que já nasceu com o Windows, o celular e o Ipod instalados no cérebro. Suas opções de música são tantas, e tão mais rápidas (ou, se preferirem, mais ao estilo da cantora pop à la Britney Spears do filme)... Ela provavelmente via aqueles desenhos animados japoneses que causam ataques epiléticos nas crianças. Sua cabecinha deve estar acostumada a processar centenas de informações ao mesmo tempo e um clipe desses seria lento demais, chato demais, brega demais... Pode ser (e isso não é de todo improvável) que ela um dia venha a gostar de Chico e Noel. Mas por que ela gostaria de músicas dos anos 80?

Na verdade, ela tem grandes chances de nunca ter ouvido falar de New Kids on the Block (gente, olha o nome dessa banda, que bizarro!) e até deve achar essa onda 80's meio sacal...

Ou não. Talvez, por ser uma modinha, ela até ache legal, mas logo passa a moda e ela esquece.

Diferente da quase balzaquiana aqui, que viveu os 80's, mesmo que ainda fosse pré-adolescente na época (mas acho que as moças de mais de 20 anos nem deviam gostar do New Kids mesmo - será?)

Não sei...

Sei que me deu vontade de fazer o teste com a mina de 13 anos que escreve axim (essa, thanks God, é a única palavra desse vocabulário esquisito que sei escrever).

Do filme provavelmente ela não iria gostar muito. Acho que as piadas foram feitas pra "gente como a gente", que consegue imaginar um astro pop dos anos 80 totalmente decadente e pra quem sabe que aquele reboladinho do Hugh Grant, somado ao fundo-branco-e-preto-ilusão-de-ótica", são MUITO Anos 80. Além, é claro, da sátira escancarada ao que é pop hoje.

Posso estar sendo preconceituosa com as minas de 13 anos. Mas é que não convivo com uma há muito tempo e talvez tenha uma visão meio simplificada e estereotipada delas.

Ou talvez não...

Nota: Eu vi tanto o clipe que até enjoei da musiquinha que, por sinal, grudou na cabeça... "You´re gold and silver-er-er!"

Nota2: Please, God, if you really exists, send us some rain!! Minha rinite atacou ferozmente... O inalador, desde ontem, é meu mais fiel companheiro.


Mande pra Tonga da Mironga do Kabuletê!

Quarta-feira, Julho 11, 2007

POP

Hilário!!!

POP! GOES MY HEART

Poxa, tem uma parte da música que não tá no clipe. Cortaram um pedaço, dá pra ver nitidamente, mais ou menos no minuto 1:22 ou 1:23. Coloquei em itálico aí embaixo essa parte da letra.

Dá pra ouvir a música inteira aqui, mas não tem a dança completa. Editaram o clipe com umas outras partes do filme... Ah! E colocaram no meio também aquela outra dancinha do Hugh Grant no Simplesmente Amor.

Nota: Será que eu enlouqueci de vez? Olha a obsessão com esse clipe!!

Nota2: Esse post já foi editado umas 5 vezes. Já são 3:11 da madruga... É, tô louca mesmo!


I never thought that I could be so satisfied,
Everytime that I look in your angel eyes.
A shock inside me that words just can't describe,
And there's no explaining.
There's something in the way you move, I can't deny,
Every word from your lips is a lullaby.
A twist of fate makes life worth while,
You are gold and silver.

I said I wasn't gonna lose my head, but then
POP! Goes my heart.
I wasn't gonna fall in love again, but then
POP! Goes my heart.
And I just can't let you go,
I can't lose this feeling.

These precious moments, we have so few,
Let us go far away, where there's nothing to do but play.
You show to me that my destiny's with you,
And there's no explaining.

Lets fly so high, will you come with me tonight?
In your dress, I confess, you’re the source of light.
The way you shine in the starry skies,
You are gold and silver.


I said I wasn't gonna lose my head, but then
POP! Goes my heart.
I wasn't gonna fall in love again, but then
POP! Goes my heart.
And I just can't let you go,
I can't lose this feeling.

A twist of fate makes life worth while,
You are gold and silver.

I said I wasn't gonna lose my head, but then
POP! Goes my heart.
I wasn't gonna fall in love again, but then
POP! Goes my heart.
And I just can't let you go.


Mande pra Tonga da Mironga do Kabuletê!

DIFÍCIL...

Ai, como queria escrever mais nesse blog.

Queria voltar a me encher de inspiração e escrever várias coisas bem humoradas por aqui.

Também queria muito parar de escrever sobre não ter nada pra escrever...

São muitos "queria" e, por enquanto, poucas mudanças.

Mas estou trabalhando nelas... Logo, logo, elas acontecerão, aparecerão, darão um novo sentido a tudo isso...

Nota: pra dar um tempero agradável a algumas horas dos meus dias, vou reassistir "Letra e Música".

Hoje entrei na locadora e lá estava ele, Hugh Grant, novamente rebolando na minha frente. Aquele clip do filme é tão hilário que vou procurá-lo agora no youtube!

Fui...


Mande pra Tonga da Mironga do Kabuletê!

Segunda-feira, Julho 02, 2007

DIZER O QUÊ??

Mais uma vez quero escrever e a inspiração não vem. Ou, quando ela vem, não é algo sobre o qual eu gostaria de escrever nesse momento...

No fundo, é tudo culpa da bendita (ou maldita) necessidade de comunicação.

Só que, analisando com mais calma a questão, fica a dúvida: comunicação com quem??

Antigamente, quando este blog começou e tinha até outro endereço, em meados de 2003, eu tinha um grande público leitor. Eram dezenas de amigos blogueiros, diversos blogs visitados diariamente, um contato quase íntimo com essa população de "escritores" virtuais...

Sumi desse mundo e, ao voltar, percebi que a esmagadora maioria daqueles amigos também tinha sumido, cansado, ou mudado pra endereço incerto e não sabido.

Hoje só quem lê essas mal traçadas é a Livia e, eventualmente, o fiel Élcio.

Então, retomo a questão: comunicação com quem??

Curioso notar que, mesmo escrevendo para praticamente ninguém, com exceção da já mencionada dupla de amigos, a necessidade de comunicação parece satisfazer-se com a simples publicação de algum post aqui. Pelo menos pelos próximos cinco minutos.

Então vamos logo clicar em "publicar" e satisfazer o monstrinho faminto que quer dizer algo, mesmo que não tenha nada pra dizer...


Mande pra Tonga da Mironga do Kabuletê!

Sexta-feira, Junho 29, 2007

SEM TÍTULO

Prometi a mim mesma que esse blog não teria mais textos tristes. Eu queria que ele se tornasse um lugar super alegre, cheio de crônicas e textos sobre os fatos pecualiares do nosso dia, talvez com alguns devaneios sem noção, mas, sempre que possível, com alguma pitada de humor, de ironia. E isso até mesmo nas auto-reflexões, tão presentes na vida desta que aqui escreve.

Mas a vida não é feita só desses momentos. E, coincidentemente, li ontem numa revista, num texto sobre o filme O Segredo, que a dor e o sofrimento são intrínsecos ao ser humano, que não adianta tentar viver somente la vie en rose. Ao contrário, a nossa existência é cheia de blues.

Acho que essa minha vontade de só escrever sobre o que é bonito, sobre o que faz rir, está irremediavelmente ligada à maneira como venho lidando com meus próprios blues.

É como se eu tivesse pisado numa mina terrestre e ouvido o click.

Numa hora dessas, você sabe que não tem jeito. O barulhinho já foi ouvido e você só continua inteiro porque seu pé ainda está apoiado sobre o botãozinho que aciona a explosão.

Vai haver sofrimento, isso é fato. Se você pular com toda força o mais longe possível, mesmo assim poderá ficar com seqüelas, mas ainda estará vivo. E a parte boa disso é que você terá encarado de frente a situação, da melhor maneira que podia naquele momento, mesmo que essa melhor opção não seja tão boa assim e envolva uma bela parcela de dor.

Mas eu me sinto como se tivesse ouvido o click e, mesmo assim, continuasse ali parada, fingindo que nada aconteceu, ohando pro azul do céu, tentando me distrair com máximo de coisas boas daquele momento, como se uma explosão não estivesse pra acontecer.

E, nessa fuga da realidade, que seria pouco classificar como tapar o sol com a peneira, eu ficasse ali, até acontecer algo que fizesse com que meu pé - contra minha vontade, devo frisar - se levantasse.

E é aí que a bomba explodiria bem na minha cara.

Talvez não seja a melhor metáfora do mundo, talvez seja até a pior delas. No entanto, foi pensando nela que fui dormir ontem à noite. Foi pensando nela que percebi que a bomba já explodiu e que não posso mais fingir que nada aconteceu.

Pra minha sorte, essa metáfora se passa num desenho animado do Coiote ou do Pernalonga: você tem a opção de juntar os pedaços depois da explosão!

Só resta saber como...





Mande pra Tonga da Mironga do Kabuletê!

Quarta-feira, Junho 13, 2007

LOUCO SAUDOSISMO

Ontem fui à locadora devolver o filme Uma noite no museu - que já daria um post, mas que não é o assunto deste aqui, pelo menos - e resolvi dar só uma passadela de olhos pelas prateleiras. Nem pretendia pegar nada, já que estava com o filme do Al Gore, Uma Verdade Inconveniente, em casa pra assistir e devolver até hoje.

Mas, de repente.... Praticamente saltando da prateleira direto para minhas mãos, estavam eles, aqueles DVDs irremediavelmente irresistíveis, absurdamente inesperados, loucamente alugáveis.

Peguei 2 deles, os que mais queria ver, e deixei os outros 5 lá, com uma certa dor na alma (expressão que uso pra dar uma melhor idéia da antagônica sensação de euforia provocada por aquele achado), mas zelando pelo mínimo de sanidade que ainda me restava.

Fui correndo pra casa, esquecendo-me até do básico petisco com coca-cola pra acompanhar momento tão importante (tá, eu preciso parar com a coca-cola, mas o problema é que ela vicia mesmo! Mas isso é assunto pra outro post).

Inicia-se o DVD e uma voz masculina, americana, diz, de uma forma engraçada pra quem estava tremendamente acostumada com a versão dublada, acompanhando o clássico herói: "I HAVE THE POWEEEER!!!".

Eu ria freneticamente, dava gargalhadas incontroláveis, pulava do sofá... Queria gritar para o mundo o quanto estava feliz e emocionada em poder rever aquela que foi minha heroína favorita na infância: She-ra!!!!!

Só pra esclarecer, o He-Man aparece no trailer, em inglês, relativo aos outros 5 DVDs recém-lançados, com alguns de seus episódios, e que deixei (com aquele dor na alma, lembram-se?) lá na prateleira da locadora.

Começa o episódio da She-ra, em português, com aquela boa e velha dublagem do Herbert Richards (que eu pronuciava éverte-rixes quando criança), da qual minha mente lembrava com inacreditável perfeição.

Não dá pra contar todos os episódios. Não que eu não o fizesse, mas quem teria paciência pra ler tanta coisa? Ademais, vocês têm que assistir! Têm que viver essa emoção!

Nossa! Essa última frase ficou parecendo com propaganda antiga de cigarro ou com as atuais de carros... E eu preciso parar com tanta digressão! AAAAAAHHHH!!! Me segurem!

Voltando...

Vou falar dos detalhes que mais me chamaram a atenção:

Um dos primeiros foi o tamanho das pernas da Adora. Gente, elas fazem frente às da Barbie!!! Será que há algua conexão proposital???

Depois, ao ouvir de um dos personagens as palavras "Floresta do Sussurro", foram mais alguns minutos de gargalhadas... Eu não lembrava do nome... E achei tão incrível, tão genial. Era uma floresta na qual a Horda não entrava. Será que esse nome tem algo a ver com isso???

E o Arqueiro??? Gente, ele era um partidão, ainda mais com aquele coração desenhado bem no meio do peito!! Eu sempre torci pra que ele ficasse com a Adora... Mas assistindo aos desenhos agora, acho que ele tinha mais a ver com a Cintilante. Engraçado também que notei uma certa fragilidade nele. Ele era muito frágil... Me faz pensar num homem sensível, meio dependente e até carente...

Outra coisa super curiosa que percebi: A Horda e todo seu mundo lembra muito Star Wars! É George Lucas na veia! Aqueles robozinhos são os clones, perfeitos.

E a rebelião?? Pensem bem: têm dois irmãos gêmeos, muito poderosos, lutando contra as forças do Mal, sendo que a irmã faz parte de uma rebelião contra esse "Império do Mal", que domina Etéria! Não dá pra ser mais explícito do que isso, dá? Bom, só se eles se chamassem He-Luke e She-Léia...

Tá, esses nomes soaram muito mal. Mas vamos continuar, pra não fazer mais uma digressão sobre os nomes...

Quem assistir a esses desenhos hoje vai notar como eles eram exaustivamente auto-explicativos. Explico: os personagens, o tempo todo, falam seus pensamentos em voz alta, como que pra explicar pra criança o que acontecia. Por exemplo: "Eu não vou aguentar por muito mais tempo" ou "Ela está se aproximando"... hahahaha. Eu pirei nessas falas explicativas!

Os nomes dos lugares também são extremamente diretos, falando por si mesmos, como A Zona do Medo, por exemplo. Quer nome mais direto do que esse??

Mas o engraçado é que eu não fazia essas relações quando era criança. Pra mim, Zona do Medo era apenas um nome... Não conseguia nem relacionar a palavra "medo" com a Horda, ou algo assim.

E por falar em coisas que crianças não percebem, eu nunca achava o Geninho! Lembram dele? Mas dessa vez foi ridiculamente fácil percebê-lo escondido durante o episódio. Coisas pra se pensar sobre como funciona a cabeça e a atenção de uma criança.

Lembrando do Geninho, preciso dizer o quanto fiquei estarrecida ao ver, no final do primeiro desenho, a She-ra e o He-man ensinando a lição daquele dia. Vocês se lembram que sempre tinha algo a aprender no final dos episódios? Às vezes era o Gorpo que falava nos desenhos do He-Man e, nos da She-ra, era o Geninho.

Pois é. No final desse desenho específico, a She-ra e o He-Man falam sobre pedofilia!! Sim, pedofilia, mas obviamente de uma forma indireta. Eles dizem frases como: "O corpo é seu e ninguém deve tocá-lo de modo que você sinta que está errado. Se isso acontecer, fale com um adulto, seus pais, sua professora, ou algum adulto em quem você confie!".

Eu nunca tinha reparado nesse final, e lembrava-me perfeitamente daquele episódio específico!

Pra finalizar, porque esse post já está enoooorme, vou falar de só(??) mais três detalhes que me chamaram a atenção.

O primeiro diz respeito à sunguinha do He-Man. Que que era aquela sunguinha??? Morri de rir.

O segundo é sobre a giradinha que a She-ra faz, quando vai dar um chute em alguém. Eu imitava isso quando brincava de She-ra!

E o último é sobre o que aparece piscando no painel da nave do Hordak, quando ele atira nos heróis: "DIE DIE"! Hahahaha! Eu até voltei o DVD nessa hora, pra conferir e dar mais risada...

É, detalhes que as crianças, ou pelo menos essa criança aqui, nunca notaram. Mas também, não era esse o propósito, anyway. E acrescento que nenhuma dessas novas percepções me fez gostar menos da She-ra. Ela ainda continua sendo minha heroína favorita, pelo menos quando se trata de desenhos animados.

Até decidi comprar todos os DVDs e guardar pros filhos que um dia vou ter (vai que não vendam mais daqui a alguns anos).

E podem me chamar de louca, insana, ou qualquer outro sinônimo. Sou louca pela She-ra mesmo:

"Pela honra de Greyskull! Eu sou She-ra!!!!!!!!"



Mande pra Tonga da Mironga do Kabuletê!

Terça-feira, Junho 12, 2007

NERSÃO

Hoje estava passeando pela internet, como tenho feito muito ultimamente, e comecei e ler sobre Nelson Rodrigues, um escritor que simplesmente adoro.

Enquanto lia diversos textos, vasculhava meus livros com suas peças, coloquei um CD do Piazzolla pra tocar. Acho que não há músicas que combinem mais com o Anjo Pornográfico do que as de Piazzolla. E vale dizer que isso não é influência da Globo, que colocou como tema de Engraçadinha a música Adios Noninos. É que combina mesmo... O Tango é um gênero trágico de música. E Nelson era simplesmente trágico, tanto em sua vida como em sua obra.

Não pretendo (nem conseguiria) escrever alguma crítica ou opininar com propriedade sobre Nelson Rodrigues. Só consigo dizer que eu admiro demais seu trabalho, amo seus textos, suas peças, e sempre fico pensando que, por trás de todo o conservadorismo de suas opiniões, há algo de muito verdadeiro, algo que, não à toa, mexe muito com a gente. E talvez simplesmente porque ele escancare tão bem o lado negro da natureza humana, suas imperfeições, sua perversidade, seus atos e pensamentos mais escusos...

Abaixo, segue trecho de um texto do próprio Nelson, falando sobre suas estórias:

"... a ficção para ser purificadora deve ser atroz. O personagem é vil para que não o sejamos. Ele realiza a miséria inconfessa de cada um de nós... É no teatro que é mais plástico, direto e de um impacto tão mais puro que esse fenômeno de transferência torna-se mais válido. Para salvar a platéia é preciso encher o palco de assassinos, de adúlteros e de insanos, em suma, de uma rajada de monstros. São os nossos monstros íntimos dos quais eventualmente nos libertamos para em seguida recriá-los em cena."

E mais um trecho de uma entrevista concedida a Otto Lara Rezende, publicada originalmente na Revista "O Comício", de 15/05/1952:

Houve quem atribuísse a Nelson Rodrigues a intenção de escândalo, ao escrever uma peça como "Álbum de Família".

- Só posso atribuir um juízo desse à imbecilidade - declara ele.
E explica:

- O que me atrai ao tema do sexo é simplesmente o seu alto valor trágico, e importantíssimo para o teatro. É o sexo que faz de cada criatura um ser marcado. E profundamente infeliz. Toda pessoa que perdeu a inocência, que um dia praticou o ato sexual é, a meu ver, um ser perdido, devorado pela voragem do desejo insaciável.

Daria pra encher o blog todo com trechos de peças, de entrevistas, frases e afins ditos por Nelson Rodrigues... Mas pra isso já existem diversos sites, dentre os quais linkarei 2 aqui e aqui.

Mas como é irresistível, vou colocar só mais algumas das minhas frases favoritas:

"Entre o psicanalista e o doente, o mais perigoso é o psicanalista".

"Tudo passa, menos a adúltera. Nos botecos e nos velórios, na esquina e nas farmácias, há sempre alguém falando nas senhores que traem. O amor bem-sucedido não interessa a ninguém."

"Toda mulher bonita leva em si, como uma lesão da alma, o ressentimento. É uma ressentida contra si mesma."

"Toda mulher gosta de apanhar. O homem é que não gosta de bater."

"A única coisa que justifica uma separação é a falta de amor. A infidelidade, não. A mulher batata é a que sabe ser traída."

"O homem não nasceu para ser grande. Um mínimo de grandeza já o desumaniza. Por exemplo: — um ministro. Não é nada, dirão. Mas o fato de ser ministro já o empalha. É como se ele tivesse algodão por dentro, e não entranhas vivas."

Imagem de Magnet (fonte: www.art.com)


Mande pra Tonga da Mironga do Kabuletê!

Domingo, Junho 10, 2007

INSPIRAÇÃO

Esses dias andei cheia de inspiração, mas sem a menor vontade de escrever.

E, quando surge a vontade, como agora, a inspiração resolve tirar férias...

Na verdade, acabei de escrever um post imenso, muito sério e cheio de filosofia barata, com paralelos entre comportamento dos cães e democracia (dá pra ter uma idéia do delírio, né?).

Mas não estou nem um pouquinho a fim de publicá-lo.

É tanta coisa que a gente escreve, escreve, escreve. E depois percebe como se perdeu naquilo, como não faz sentido ou como a idéia original tomou caminhos tão diferentes do que aquele pretendido.

Manter um blog não é fácil. Admiro quem consegue inspiração e disposição diárias pra escrever coisas interessantes (nem que sejam interessantes somente pra própria pessoa que escreve, pois acho que essa é parte divertida de escrever, anyway).

E hoje as coisas interessantes estão em falta por aqui.

Então ficamos com essa metalinguagem pobre, mas que pelo menos atende meus anseios de dizer algo, o que quer que seja...

Que necessidade de comunicação!!